“Delinquência juvenil feminina: percursos invisíveis” é o tema de doutoramento da ex-aluna da Universidade do Minho (UM), Vera Duarte, e foi o título do seminário que a actual assistente na Universidade Católica presidiu na semana passada na UM. Vera Duarte falou sobre a invisibilidade social e científica do fenómeno da delinquência juvenil feminina e as especificidades dessa forma de criminalidade.
De acordo com Vera Duarte, a opinião pública não se tem interessado pelo tema da violência juvenil feminina, considerando que este é um “fenómeno negligenciado” e pouco estudado em Portugal. A ex-aluna acrescentou ainda que muitas vezes este tema é apenas “nota de rodapé”.
“Há quase um processo de democratização de delinquência”, disse Vera Duarte que considera que “a delinquência não deixa de ser transversal à questão das classes, idades e sexo”. Acrescentou, ainda, que “os inquéritos mostram” que os rapazes estão em maior percentagem, no que diz respeito a delitos, “ao contrário das raparigas”.
A assistente da Universidade Católica explicou que “as raparigas têm uma instabilidade relacional muito grande”, pois as dificuldades de adaptação delas são diferentes das dos rapazes. A oradora sublinhou ainda que “os técnicos, monitores ou até os professores têm consciência que têm dificuldades em perceber as necessidades” femininas.
A ex-aluna da academia minhota acredita que é necessário olhar para as especificidades dos géneros para perceber os comportamentos masculinos e femininos.
(Fonte: ComUM Online)