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Abril 12, 2008

Debater a importância do feminismo na actualidade

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 “Mostrar a importância do feminismo na actualidade e a necessidade de criar uma sociedade mais igualitária” é o objectivo da União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR), que vai estar presente na Feira Pedagógica da Universidade do Minho (UM), que se realiza de 14 a 18 de Abril no campus de Gualtar. A iniciativa da Associação Académica (AAUM), que visa a divulgação de várias instituições de interesse para a comunidade universitária, vai possibilitar à UMAR a sensibilização da opinião pública para a questão da paridade de género.

Uma semana dedicada à reflexão de várias temáticas, de forma a facilitar o diálogo e o esclarecimento da população, é a proposta da organização. Seis debates sobre grandes problemáticas da actualidade prometem trazer à cidade de Braga investigadores, profissionais e membros de associações. A UMAR vai procurar uma análise equilibrada de temas tão polémicos como a prostituição ou os grupos LGBT.

Estarão também em análise os vários tipos de violência contra as mulheres. Numa altura em que se fala da importância crescente dos meios de comunicação social na construção de identidades, a reflexão não deixará de fora a representação mediática das mulheres. Haverá também espaço para debater a relevância da arte neste campo, fazendo uma alusão ao campo da literatura feminista. Por último, será feito um balanço sobre o aborto, remetendo sempre para a questão da prevenção.

Em paralelo com as várias sessões, haverá uma exposição de diversos materiais atinentes aos direitos humanos, feminismos e associativismo. A iniciativa surge no âmbito da promoção do Congresso Feminista 2008, que decorrerá nos dias 26, 27 e 28 de Junho, em Lisboa.

Talvez possamos afirmar que, em termos sociais, o termo feminismo deixou de ser uma palavra maldita. Todavia, ainda não lhe é reconhecido o verdadeiro significado, na sua tripla dimensão, quer como perspectiva epistemológica (de investigação científica), quer como filosofia (conjunto de ideias e princípios de orientação da visão do mundo e do quotidiano), quer como perspectiva de intervenção política e activista. No entanto, o número cada vez maior de mulheres (e homens) que afirmam o seu feminismo na ciência, na literatura, na arte, no trabalho, na política, na intervenção, mostram que já não temos vergonha nem medo de nos denominarmos feministas. Para mais, com uma grande consciência e humildade que o feminismo é plural.

Programa:

 

14 de Abril|16:00hs

Mulheres “violentáveis”?!

Violência doméstica em debate

 

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV)

Teresa Sofia Silva

 

União de Mulheres Alternativa e Resposta (UMAR)

Ana Marciano

 

Moderação

Sylvie Oliveira | Mestranda em Ciências da Comunicação na UMinho

 

15 de Abril|14:30hs

Sexo e Dinheiro: a prostituição em debate

Debate sobre a regulamentação da prostituição.

 

O Ninho

Inês Fontinha

 

Departamento de Sociologia da UMinho

Manuel Carlos Silva

 

Moderação

Almerindo Janela Afonso

 

16 de Abril

11:00hs

Performance & Olhares sobre a ‘Arte e Feminismos’

 

As expressões do Feminismo na Arte.

 

Centro de Estudos Humanísticos da UMinho

Ana Gabriela Macedo

 

Instituto de Estudos da Criança da UMinho

Angélica Lima Cruz

 

16:00h

Feminismos e Média

 

As expressões do Feminismo nos Média.

 

Departamento de Ciências da Comunicação da UMinho (CC)

Felisbela Lopes

 

Departamento de CC da UMinho

Manuel Pinto

 

Departamento de CC da UMinho

Silvana Mota Ribeiro

 

Departamento de CC da UMinho

Zara Pinto Coelho

 

Mestranda em CC na UMinho

Anabela Santos

 

Moderação

Carla Cerqueira | Doutoranda em Ciências da Comunicação na UMinho

 

17 de Abril|15:00hs

“Nem menos, nem mais: Direitos iguais!” – LGBT em debate

Debate sobre direitos humanos e orientação sexual.

 

Departamento de Sociologia da UMinho

Ana Brandão

 

Grupo de Reflexão e Intervenção sobre Transsexualidade (GRIT)

Luísa Reis

 

Grupo de Reflexão e Intervenção do Porto (GRIP)

Frederico Lemos

 

Moderação

Conceição Nogueira

 

18 de Abril|15:00hs

Aborto e Saúde Reprodutiva: o que mudou um ano depois?

Interrupção voluntária da gravidez e saúde reprodutiva

 

Centro de Saúde de Vila Verde

Cândida Carlos

 

Movimento pelo SIM

Cecília Costa

 

UMAR

Helena Gonçalves

 

Moderação

Danielle Carvalho Capella | Doutoranda em Psicologia Social

 

 

 

Novo Governo de Zapatero tem mais mulheres que homens

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 José Luis Rodrigues Zapatero apresentou hoje, oficialmente, a composição do seu novo Governo. Pela primeira vez em Espanha, há mais mulheres do que homens. Carme Chacon, 37 anos, tornou-se na primeira mulher em toda a história espanhola a liderar a pasta da Defesa. Chacon faz parte de um grupo de nove mulheres, contra oito homens, que compõem este executivo.

Entre as novidades figuram um Ministério da Igualdade, atribuído a Bibiana Aido, 31 anos, e um Ministério das Ciências e da Inovação, ocupado por Cristina Garmendia, 45 anos. Na lista escolhidos continuam a figurar alguns elementos do seu anterior Governo, nomeadamente a vice-presidente e porta-voz Maria Teresa Fernandez de la Vega e o vice-presidente responsável pela Economia, Pedro Solbes. Miguel Angel Moratinos continua à frente da diplomacia espanhola e Alfredo Perez Rubalcaba, mantém o lugar de ministro do Interior.
Entre os que se mantêm estão ainda Elena Espinosa, que será responsável pelo Meio Ambiente, Meio Rural e Marinho; Alfredo Pérez Rubalcaba (Interior), Bernat Soria (Saúde), César Antonio Molina (Cultura), Elena Salgado (Administração Pública) e Mariano Fernández Bermejo (Justiça).Este Governo, que marca uma certa continuidade, vê chegar cinco novos ministros e sair quatro titulares da equipa cessante, entre eles o ministro do Trabalho e dos Assuntos Sociais, Jesus Caldera.
Passam ainda a fazer parte do Executivo Miguel Sebastián (que ficará com a pasta da Indústria), Celestino Corbacho (Trabalho) e Beatriz Corredor (Habitação).
Entre as novidades figuram um Ministério da Igualdade, atribuído a Bibiana Aido, 31 anos, e um Ministério das Ciências e da Inovação, ocupado por Cristina Garmendia, 45 anos.

(Fonte: Público)

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